O ataque dos pássaros

O ataque dos pássaros?! Não, não estou falando de um filme do Hitchcock, e sim de um passeio no Vale Verde, o parque ecológico a 42 km de BH.

Então você deve estar se perguntando, mas como um bichinho tão bonitinho, pode ser o protagonista de um ataque? Bem, esse camarada simpático aí em baixo não atacou ninguém não, e nem o seu amiguinho tucano, pra falar a verdade.


© Isadora Versiani

© Isadora Versiani

A cena que vocês vão ver ainda mais abaixo não foi uma emboscada dos pássaros e sim a reação do meu filho urbanizado, que tem medo até de sua própria sombra, e saiu correndo quando a ave bateu asas em sua direção. Vida de Nova Iorquino é assim mesmo. O mais perto que ele chega do mundo animal são das ratazanas nos trilhos do Metrô.

Enquanto em Brasília, a minha infância foi celebrada descalça e sem camisa até uns 7 anos de idade; na América do Norte, Gabriel ainda está aprendendo a andar de bicicleta sem rodinhas, mergulhar e até as 10:58 de hoje, ainda não tinha subido em pé de goiaba.

Na minha puerícia, habitavam em nosso quintal no Distrito Federal, Spike Presley (herdou o nome do ávido torcedor do NY Knicks ) e Elvis Lee, os nossos queridos perdigueiros. E não troquei os sobrenomes não, era assim que os chamava.

Spike tinha pedigree e era caçador por natureza, de porte elegantissímo, atraiu olhares da Vilar, a vira-lata do bairro, e juntos tiveram o canino com nome de rei do Rock ‘n Roll. Elvis manhoso e preguiçoso, recebia mais atenção e carinho da minha mãe do que suas filhas de sangue. Algo muito normal pra ele, o cão mais humano que já conheci.

Além dos mamíferos canideos com manchas marrons; cobras, gambás, grilos, tatus-bola, libélulas, mosquitos, formigas de vários tamanhos, tonalidades e ferocidade também viviam no nosso jardim. Outros integrantes do quintal- Moradores do além da piscina, eram o Godofredo e Dagoberto, os Bufo ictericus (nome cientifíco do sapo cururu, pra quem não sabe) da casa da 7.

Dagoberto, residente da península Brasiliense, por sinal, também é assassino, e procurado pelo nono precinto do Lago Norte. Lendas dizem que o danado envenenou o cachorro da Zelinda. E se for pra falar em justiça canina, a foto do Elvis deve estar na parede dos procurados. Infelizmente, ele confundiu o coelhinho branco do vizinho com uma boa macarronada.

Tadinho do Elvis, devia ser daltônico, onde já se viu confundir a pelagem branquinha do bicho de orelhas compridas com o molho vermelho de tomate. Se bem que se for pra contar detalhes, os restos mortais do bichinho, estavam bem parecidos com o prato italiano. Mas esse blog é de família, então nada de cena de filme de terror. Me lembro muito bem desse dia, de quando decidi que não seria veterinária. Depois quando virar estilista super famosa no mundo mundial, vou agradecer o coelho da casa ao lado.

Mas voltando a história do Vale Verde, aqui está a prova do ataque do amiguinho de plumas vermelhas.


© Isadora Versiani

E pra terminar a nota, uma fota da fota, na minha geladeira, dos meus queridos cãezinhos.

© Isadora Versiani Via Iphone

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2 Comentários

Arquivado em Brasília, Férias, Uncategorized, verão, viagem

2 Respostas para “O ataque dos pássaros

  1. Chris

    Are you sure that fashion is your passion? Looks like you’re doing a great job of following in your father’s footsteps as a photo journalist. Nice job baby. Love your documentary…

  2. Chris,
    I agree with you. Nice job, great story.
    Isa escreve muito bem e tem muito senso de humor.
    Bjos.
    Ah, e fotografa bem tbm.

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